Um pecado é permitido?!

Sempre que ouvimos a palavra dieta a primeira coisa que nos vem à cabeça é a restrição de algum alimento, sejam os hidratos de carbono, doces ou aquela pizza deliciosa que tanta água na boca nos dá quando nos vem à cabeça. Neste processo, a palavra aniversário ou um simples jantar de amigas passa a ser uma dor de cabeça e começamos a pensar como vamos-nos desculpar para podermos comer tudo o que quisermos. Damos então início à saga do chá, os almoços e jantares só constituídos apenas por sopas e saladas para que aquela refeição que sabemos que será pouco cuidada não estrague o que conquistamos até então.
Falamos durante dias à vizinha, às amigas ou ao marido que estamos de regime absoluto e que aquele dia, aquele jantar especifico vai estragar tudo, para que nos sejam ditas as palavras mágicas, "Estás a exagerar é só um vez, não tem mal".
Mas e os outros dias? Aqueles que ficam bem longe do dia em que sabemos que não vamos comer o que devíamos? Como nos comportamos?
Pois bem, todos os dias cometemos pequenos erros que são perdoados por nós com a esperança de que amanhã será tudo cumprido a 100%. Mas o que nos impede de cumprir hoje esse 100%? O que nos leva a desistir? Será que a frustração por não termos conseguido é melhor que sentir a sensação de dever cumprido?
Como é óbvio todos temos o nosso guilty pleasure, e não será a privação de um jantar animado com os nossos amigos que temos de nos preocupar se estamos a cumprir tudo a 100%. Só que este pensamento não pode ser um hábito diário mas sim o resultado de um momento.
Cometer um pequeno pecado numa alimentação regularmente dita saudável não faz com que os bons resultados alcançados até então desapareçam, apenas temos de ter bom senso e perceber quando e como fazer estas escolhas. Não se prive de viver a sua vida, apenas não fique refém da comida.